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Vila de Côja – De Alma e Coração

Vila de Côja – De Alma e Coração

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Côja - De Alma e Coração | Roteiro de fim-de-semana.

 

Há lugares que nos arrebatam e sempre nos fazem querer voltar, porque se tornaram parte da nossa alma e têm um lugar especial no nosso coração! A Vila de Côja é um desses lugares, onde sempre que volto, acrescento ao meu quadro de memórias, mais uma cor, mais um cheiro da lenha ou da terra lavrada. Mais momentos bons, repletos de sorrisos sinceros ao redor de uma mesa abastada em conversas cúmplices, entre família e amigos, e que nos fazem sentir que é ali que pertencemos.   

A cada regresso, anseio pelo final daquela estrada, como se estivesse de volta a casa!

Os primeiros vislumbres do cume da serra … umas vezes coberta de branco, outras de um verde intenso, e depois, a dissipação da neblina sobre o rio e as copas dos pinheiros … e lá está ela! Surge-nos como que por pura magia com o seu casario branco, pintado sobre a tela da Serra do Açor, onde o Rio Alva assina o fundo do mais belo dos quadros.   

É véspera de Natal e estamos sentados na esplanada da Boutique da Tuxa; as brasas dos enormes cepos, sobreviveram ao orvalho da noite e ainda se escutam a crepitar. Aos poucos, a vila acorda e, uma a uma, abrem-se as portas e portadas das muitas lojas ao redor da praça central.

Chega a carrinha branca do pão, de onde o Nuno se apressa em descarregar mais uma fornada de bolos. Olho para a Sofia e os seus olhos sorriem. Não conhecesse eu, este seu sentimento de antecipação do que aí vem!

Na mesa, aquele tabuleiro com o seu tão desejado russo, um pão com manteiga e uma meia de leite bem quente, onde por momentos, aproveita para aquecer as mãos. Aquele momento, acaba de se transformar no centro do Universo da Sofia. Deliciada, saboreia cada pedaço daquele bolo, como se de repente, tudo se encaixasse de novo e em cada folhado cremoso, estivessem neles presentes, todos aqueles sabores que a fazem transportar-se de novo para os seus momentos de infância e juventude, nesta terra que a viu nascer.  

Lentamente, olha ao redor e de forma prolongada, desfruta cada fração infinita daquele tão seu simples momento, que tem tanto de efémero como de comum e familiar.

Aos poucos e ao nosso redor, vão chegando aqueles que faltavam; os nossos … o meu Hugo, o Senhor Jorge e a Dona Lúcia; a Elsa, o Tozé, a Vanessa e o Pedro e, por fim, o Vasco a Nita e a Joana.

E eu, deixo-me levar pelos pensamentos … poderia lá haver melhor momento e lugar, onde eu quisesse estar!

À medida que vou caminhando pelo livro da minha vida, os capítulos que já foram escritos, parecem-me agora cada vez mais distantes; lugares por onde passei, sítios onde vivi … consequências e virtudes de uma vida que já vai longa … como se em cada capítulo, lá resida uma parte de mim; partes do passado! Por vezes preciso de desfolhar, ler e revivê-los mais uma vez. Porque me fazem falta, porque me confortam, porque são aquelas memórias que me identificam e me fazem querer ser presente.

Guardadas entre as páginas, são muitas as memórias de lugares e momentos que encontro escondidos e que me trazem imensa saudade. Contudo, são poucos aqueles que adquirem uma dimensão tão grande, que me apetece voltar uma e outra vez, e estar … simplesmente, sem pressa de partir.

Esta, é a linda e genuína Vila de Côja que aprendi a chamar de minha, para onde o meu coração me chama, na esperança de sempre regressar, e de um dia para sempre ficar!

 

📸 Vila de Côja – De Alma e Coração | Foto reportagem.

 

📖Conteúdos deste artigo:
  • O quer ver e visitar em Côja.
  • Mapas dos nossos roteiros de 2 dias.
  • Como ir.
  • Onde comer.
  • Onde ficar.
  • Outros conteúdos relacionados com a Vila de Côja.

 

🕵️‍♂️ O que visitar:

A Vila de Côja, também conhecida pela Princesa do Alva, encontra-se situada no concelho de Arganil e distrito de Coimbra. Com o seu primeiro foral em 12 de Setembro de 1260, Côja é riquíssima em património histórico e cultural. A sua localização, faz desta vila um local de excelência, como ponto de partida para uma visita mais alargada e prolongada, a outras vilas e aldeias ao redor, nomeadamente na Serra do Açor, entre elas, algumas que fazem parte da Rota das Aldeias de Xisto.

⇒ Primeiro dia:

Se começar a sua visita logo pela manhã, estacione a sua viatura, junto à Igreja Matriz da vila e aprecie esta obra de linhas setecentistas. Desça até à praça central, onde se encontra o Pelourinho da Vila e desfrute de uma das muitas esplanadas; a Boutique da Tuxa, com os seus famosos Russos e as não menos famosas Broas de Batata, são sempre a nossa eleição! É também na Tuxa que pode encomendar o cesto de Farnel da Boutique, ideal para um pic-nic durante o seu passeio, ou para levar ao encontro da Serra do Açor.

Seguidamente, desfrute da tranquilidade do Parque do Prado de onde pode apreciar a primeira das pontes, antes de atravessar o Rio Alva. Já do outro lado, percorra o passeio e jardim marginal ao rio. Continue o seu percurso e no Quartel dos Bombeiros Voluntários (mediante pedido prévio), pode apreciar alguns dos equipamentos e viaturas, que fazem parte da história daquela corporação.

Termine o seu passeio num lugar que é para mim, a Joia da Coroa desta vila; o Caneiro de Côja, onde pode desfrutar de um cenário edílico que envolve o rio. Agradável para visitar no Inverno, e magnifico para usufruir da sua Praia Fluvial nos meses de Verão. Ainda neste local, aproveite para almoçar na varanda ou no interior de um muito antigo lagar, que ainda mantêm o seu moinho e respectiva mó; o restaurante típico Lagar do Alva.

Se visitar a vila em Outubro, entre os dias 3 e 5, não perca um dos melhores festivais de cerveja artesanal, que se realiza em Portugal!

 

📸 Vila de Côja – De Alma e Coração | Foto reportagem.

 

⇒ Segundo dia:

Comece por fazer uma visita à Padaria da Tuxa (workshop’s para grupos, mediante marcação prévia), onde pode apreciar a forma artesanal como são confecionados os bolos e o pão local, ou até mesmo, participar no seu fabrico! É aliás daqui que, diariamente sai a carrinha do pão, para fornecer muitas das aldeias da região da Serra do Açor.

Se neste segundo dia, quiser dar algum descanso às pernas, opte por se deslocar de carro e vá ao encontro da Mata da Margaraça; um local de pura magia, onde para além da flora da mata, não pode perder a geologia verdadeiramente impactante da Cascata da Fraga da Pena.

Mas se quer apreciar toda a envolvência deste local, suba até ao ponto mais alto da Serra do Açor, onde ficará rendido a paisagens absolutamente deslumbrantes. O pico desta serra, com 1418 metros de altitude é o 5º mais alto de Portugal continental.  

Com um pouco de sorte, talvez ainda nos cruzemos por lá numa das muitas aldeias e quiçá, possamos partilhar um farnel ou uma Chanfana à moda da serra!

Para terminar, nada como repousar sobre a serra no 12 Meses Naturalmente.

 

📸 Vila de Côja – De Alma e Coração | Foto reportagem.

 

🗺 Mapa do nosso roteiro:

⇒ No primeiro dia: Começámos por visitar a Igreja Matriz, seguido do centro histórico da Vila, percurso ao longo do Rio Alva e terminámos no Caneiro de Côja. 

⇒ No segundo dia: Visita à Padaria da Tuxa, Mata da Margaraça, Fraga da Pena e cume da Serra do Açor.

 

🚶 Primeiro dia – Como ir – Localização GPS.

🚗 Segundo dia – Como ir – Localização GPS

 

🎥 Vila de Côja – De Alma e Coração | Vídeo reportagem.

 

🍴 Onde comer:

 Restaurante Lagar do Alva.

 Cervejaria Ramiro’s.

 

🛏 Onde ficar:

Em alojamento / Hotel

 12 Meses Naturalmente.

 

Em autocaravana

⇒ Parque de Campismo de Côja.

⇒ Área de Serviço de Autocaravanas (ASA) – Barril do Alva.

 

📌 Outros pontos de interesse:

⇒ Piodão | Foz D’Égua | Benfeita | Ponte das Três Entradas | Avô | Vila Cova de Alva e Anseriz | Arganil | Gois |  

 

📖 Outras crónicas relacionadas:

Praia Fluvial de Côja.

Festival da Cerveja Artesanal.

 

⇐ Crónica anterior:

Palmela.

Próxima crónica ⇒

Serra de Montejunto

 

 

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2 Comments

  1. Luísa Castanheira diz:

    Linda reportagem, que sendo natural de COJA, senti toda a Natureza e Beleza, que não tenho palavras. Toda essa zona é maravilhosa. OS BOLOS da Tuxa, também são deliciosos. Um abraço a todos amigos aí residentes, ou que tenham possibilidade de aí ir muitas vezes.

    • AlmadeAventureiros.pt diz:

      Muitíssimo obrigado Luísa, pelo elogioso comentário! Não sendo eu natural de lá, mas sim a minha esposa, é de facto um local, que fiquei absolutamente rendido e cada vez mais; já lá vão 19 anos.

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